Por que as pessoas colaboram? #03 – Estímulo da autoconsciência

Você sabia que o estímulo da autoconsciência é uma das estratégias mais apreciadas para garantir a atenção desejada em seus projetos de financiamento coletivo?

Afinal, se você quer influenciar as pessoas a colaborarem com sua campanha, desencadear a consciência interior é uma etapa fundamental.

Por isso, neste post você vai entender o que é a autoconsciência. Ainda, conhecer as dicas infalíveis que preparamos para você implementar em suas estratégias de comunicação. Continue com a gente e confira!

Afinal, o que é autoconsciência?

De maneira simples, a autoconsciência é o ato de compreender profundamente as próprias emoções. Isso faz com que você seja capaz de ressaltar suas próprias forças. Além de identificar suas fraquezas, controlar os impulsos e especificar suas reais necessidades.

Pessoas com autoconsciência desenvolvida conseguem buscar uma vida mais equilibrada, sem fazer tantas críticas sobre si ou criar devaneios irreais.

Apesar de parecer um termo assustador, ter consciência de si é algo que todos precisam para atuarem como seres sociais. Contudo, a autoconsciência costuma ser considerada uma atitude desconfortável quando relacionada à própria imagem e sobre como você é percebido.

Afinal, todos nós existimos em um ambiente extremamente social. Dessa forma, a maneira com a qual somos vistos, determina se nós seremos escolhidos. Seja na escola, no mercado de trabalho ou, até mesmo, em uma plataforma de financiamento coletivo.

Além disso, é interessante ressaltar que ser autoconsciente pode despertar a autoconsciência em outras pessoas. A partir desse desconforto, elas se tornarão mais propensas a se envolverem em comportamentos pró-sociais para superar esse sentimento negativo.

Como influenciar por meio do estímulo da autoconsciência?

A autoconsciência nos faz ter mais empatia com outras pessoas, por isso, algumas táticas simples podem auxiliar no sucesso da sua campanha de crowdfunding logo na descrição. Incrível, não é mesmo?

Contudo, esse método não é nada complexo. São ações do nosso dia a dia que, se pararmos para analisar, são bastante necessárias em nosso convívio social.

Olhe para a câmera

Seja para uma fotografia ou vídeo, procure olhar para a câmera. Afinal, olhar para um par de olhos, desencadeia a autoconsciente nos observadores. Isso os torna mais propensos a se engajar em comportamentos pró-sociais.

O poder do olhar é tão impactante que é capaz de criar um efeito priming. Esse efeito se refere à influência de um estímulo em provocar uma ação imediata, sem haver consciência sobre tal influência. Isso altera motivações, julgamentos e decisões.

Considerando que projetos de financiamento coletivo com vídeos são mais bem-sucedidos, siga essa regra ao filmar os seus. Além disso, fazendo o possível para manter o olhar para a câmera. Para isso, use um teleprompter, memorize seu roteiro, faça uma boa edição e seja autêntico.

Um pouco sobre o efeito priming

No livro Rápido e devagar: duas formas de pensar, Daniel Kahneman conclui perfeitamente uma demonstração do efeito priming, por meio da pesquisa Cues of Being Watched Enhance Cooperation in a Real-World Setting, realizada por Melissa Bateson, Daniel Nettle e Gilbert Roberts, aplicada em uma cozinha de funcionários na Universidade de Newcastle:

Durante muitos anos os membros desse escritório haviam pago pelo chá ou café de que se serviam sozinhos durante o dia, deixando o dinheiro numa ‘caixa da honestidade’. Uma lista de preços sugeridos ficava exposta na parede. Um dia, um cartaz foi colocado logo acima da lista de preços, sem nenhum aviso ou explicação. Por um período de dez semanas uma nova imagem era apresentada toda semana, ora de flores, ora de olhos que pareciam fitar diretamente o observador. Ninguém comentou as novas decorações, mas as contribuições na caixa de honestidade mudaram significativamente.

[…] Na primeira semana do experimento, dois olhos bem abertos se direcionam para o bebedor de café ou chá, cuja contribuição média era de 70 pence por litro de leite (cerca de dois reais). Na semana 2, o cartaz mostra flores e a contribuição média cai para cerca de 15 pence (menos de cinquenta centavos). A tendência continua. Em média, os usuários da cozinha contribuíram quase três vezes mais nas ‘semanas com olhos’ do que nas ‘semanas com flores’.

Use narrativas em segunda pessoa

Antes de tudo, estimule a autoconsciência incorporando pronomes de segunda pessoa na descrição do projeto, por exemplo, “você” e “seu”. Esses pronomes de auto-referência levam as pessoas a relacionarem sua mensagem às suas próprias vidas.

Você também pode obter um efeito similar ao agregar uma narrativa hipotética para a sua descrição. É importante destacar que as narrativas colaboram de duas maneiras:

  • reduzem a tendência dos colaboradores em contrariar sua comunicação;
  • faz com que o público se identifique com personagens, relacionando a história com suas vidas.

Uma dica é combinar o uso de pronome na segunda pessoa com a narrativa hipotética, criando um conteúdo através da perspectiva do potencial colaborador.

Vamos supor que você esteja desenvolvendo um curta-metragem. A sinopse pode ser explicada do ponto de vista da segunda pessoa. Em vez de descrevê-lo de maneira simples, como “nosso curta é sobre o assunto X”, poderá criar de outra forma. Por exemplo, “quando você assistir ao nosso curta, verá o assunto X”.

Essa forma de abordar o seu conteúdo desencadeará a autoconsciência do público, ampliando a possibilidade dos colaboradores darem uma mãozinha para o seu projeto recorrente ou campanha pontual.

Você gostou desse texto sobre como funciona o estímulo da autoconsciência em campanhas de crowdfunding? Então aproveite a visita e confira agora mesmo o texto “Por que as pessoas colaboram? #2 – Definindo a sua reputação”. Dessa forma, você poderá otimizar o seu projeto de financiamento coletivo ou se preparar para o lançamento da nova plataforma do Colabora.aí!